[iS]Insert Song #Dream Theater – Black Clouds & Silver Linings

O Dream Theater é uma de minhas bandas preferidas, então resolvi fazer uma pequena análise do novo álbum deles recém-lançado, Black Clouds & Silver Linings.

Escutei o álbum umas cinco vezes no mínimo antes de escrever este texto, e a primeira coisa que me vêm à cabeça para classificá-lo é a expressão: fazer menos com mais. É isso mesmo, não mais com menos. Apenas seis músicas neste disco sendo que quatro delas com mais de dez minutos, dando até então uma ótima duração para um disco. Isso não seria um problema e nem tanto uma surpresa, considerando o estilo heavy metal progressivo da banda.

A expressão que usei foi levando-se em conta que se tem impressão que a banda usou de artifícios baratos, as músicas soando as vezes arrastadas e forçadas em sua longa duração. Não é raro escutar introduções longuíssimas e repetições e mais repetições de passagens das músicas, as vezes usando um ou outro artifício diferente. Além disso, a banda fez uso incessante de convenções que se tornaram comum com o tecladista Jordan Rudess, que já se tornaram previsíveis.

Outro artifício usado pela banda foi em relação às improvisações de John Petrucci e Rudess (os popularmente conhecidos solos). Durante praticamente todas as canções os músicos solam por mais de um minuto, o que me causou certa estranheza, pois não é comum um espaço assim tão grande para as improvisações nas composições, mas parece que deram bastante espaço para eles se soltarem e inventarem no espaço de seu improviso.

Farei agora um curto comentário sobre cada uma das músicas aonde as minhas observações acima tornar-se-ão mais claras, acredito eu 🙂 :

A nightmare to remember: Uma música bem ao estilo do último álbum, Systematic Chaos. Introdução com uns teclados de Rudess bem legais até, mas nada de muito impressionante. Na parte pesada algumas passagens boas, apesar de outras que me desagradaram também. O que eu gostei de verdade foi a passagem lenta com o violão de Petrucci, melodias bastante agradáveis. Mas em seguida a música termina se desenvolve e termina de uma forma bem arrastada.

A rite of passage: Essa música parece que veio enlatada para o videoclipe mesmo. O riff é legal, mas repetido à exaustão, acho que umas quatro vezes no mínimo. Fora isso a única coisa que presta na música é o refrão.

Wither: Desnecessária. Não o sei que dizer dessa música mesmo. Uma balada comum. Fraca e sem emoção. Passável.

The Shattered Fortress: Daí pra frente o álbum começa a ficar legal. A única música do álbum que gostei na primeira audição. Ela encerra a Twelve Step Suite (a.k.a. “Saga da cachaça”). A música parece ter sido construída a partir de pedaços das músicas anteriores à Shattered Fortress. A todo tempo você irá escutar pedacinhos de The Glass Prison, This Dying Soul, etc. Talvez p/ isso eu tenha gostado dela de cara, gosto de todas as músicas dessa saga. Minhas únicas queixas são para a introdução grande demais e arrastada e os solos desnecessariamente longos. Boa forma de terminar a saga.

The best of times: Apesar da introdução longuíssima também é uma boa música. Me fez lembrar o Dream Theater mais antigo sendo uma música mais feliz e positiva, cheia de melodias bonitas. O solo de Petrucci foi bom, demonstrando muito feeling, mas ficou longo demais mais uma vez. Bela forma de Portoy homenagear seu falecido pai.

The count of Tuscany: Boa música também. A introdução me lembrou muito Rush, que também fui capaz de perceber muita influência em Best of Times também. Apesar de não ter gostado de algumas passagens, como aquela no meio onde a música pára e Petrucci fica improvisando com efeitos de volume onde mais uma vez se alongou demais, a música é muito agradável.

Nota geral: 5

Não achei o álbum muito bom, nem relevante pra carreira do Dream Theater. Possui seus momentos, mas não impressiona. Um conselho DT, esperem uns 3 anos no mínimo e façam um álbum conceitual hehehe.

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One response to this post.

  1. Posted by Cecel on julho 4, 2009 at 5:52 am

    Ainda não ouvi esse novo album do Dream Theater não lekones mas baseado nessa tua analise to vendo que é mais um album pra encher linguiça na carreira dessa banda. Não ouvi nem aquele tal de Systematic Chaos ainda… e provavelmnte vai demorar pra eu ouvir esse aí. Prefiro o Old DT mesmo ~~

    Responder

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